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Plásticos Diversos

O mercado para reciclagem do PLASTICO RIGIDO

PLASTICO RIGIDO

O mercado para reciclagem

  O principal mercado consumidor de plástico reciclado na forma de grânulos são as indústrias de artefatos plásticos, que utilizam o material na produção de baldes, cabides, garrafas de água sanitária, conduítes e acessórios para automóveis, para citar alguns exemplos. Mas os avanços técnicos da identificação e separação das diversas resinas, bem como equipamentos e tecnologias mais modernas de reprocessamento, vêm abrindo novos mercados para a reciclagem do plástico.
Em 2007, cerca de 1 milhão  tonelada de plásticos rígido e filme foram produzidos. Atualmente são recicladas cerca de 13 mil toneladas de plásticos por mês, em toda Grande São Paulo. Os plásticos pós-consumo são responsáveis por 49% do total reciclado pelos 180 recicladores da Grande São Paulo que reciclam 16% do total produzido. No Rio de Janeiro são reciclados 18,6% do total.
  
  Quanto é reciclado?
 
  Cerca de 21,2% dos plásticos rígidos e filme foram reciclados no Brasil em 2007, e retornam à produção como matéria-prima, o que equivale a cerca de 326 mil toneladas por ano.
  
  Conhecendo o material
 
  Leve, resistente e prático, o plástico rígido é o material que compõe cerca de 77% das embalagens plásticas no Brasil, como garrafas de refrigerantes, recipientes para produtos de limpeza e higiene e potes de alimentos. É também matéria-prima básica de bombonas, fibras têxteis, tubos e conexões, calçados, eletrodomésticos, além de baldes, utensílios domésticos e outros produtos. O Brasil consome 3,9 milhões de toneladas de plástico por ano. Dessas, aproximadamente 40% é com vida útil curta. O plástico pode ser reprocessado, gerando novos artefatos plásticos e energia.
  
  Qual o peso desses resíduos no lixo?
 
  O peso varia muito conforme a cidade. Segundo a pesquisa Ciclosoft, realizada em 405 municípios brasileiros, 22% da composição da coleta seletiva são plásticos, já no Rio de Janeiro, essa percentagem representa 32,6%.
  
  Sua história
 
  Em 1862, o inglês Alexander Parkes produziu o primeiro plástico. Durável e leve, o material tornou-se um dos maiores fenômenos da era industrial. No entanto, como em princípio, não é biodegradável, o plástico passou a sofrer críticas de setores ambientalistas mais radicais. A reciclagem, que começou a ser feita pelas próprias indústrias para reaproveitamento de suas perdas de produção, tem contribuído para reduzir o impacto dos aterros de lixo. Além da questão ambiental, em termos econômicos o desperdício não se justifica: usando plástico reciclado, é possível economizar até 50% de energia.
  
  E as limitações?
 
  Diversidade de Resinas Plásticas
  Existem sete diferentes famílias de plásticos, que muitas vezes não são compatíveis quimicamente entre si. Ou seja, a mistura de alguns tipos pode resultar em materiais defeituosos, de baixa qualidade, sem as especificações técnicas necessárias para retornar à produção como matéria-prima. São os seguintes os plásticos rígidos mais comuns no mercado brasileiro:
a) polietileno tereftalato (PET), usado em garrafas de refrigerantes.
b) polietileno de alta densidade (PEAD), consumido por fabricantes de engradados de bebidas, baldes, tambores, autopeças e outros produtos.
c) cloreto de polivinila (PVC), comum em tubos e conexões e garrafas para água mineral e detergentes líquidos.
d) polipropileno (PP), que compõe embalagens de massas e biscoitos, potes de margarina, utilidades domésticas, entre outros.
e) poliestireno (PS), utilizado na fabricação de eletrodomésticos e copos descartáveis. O Cempre dispõe de publicações que facilitam a identificação de cada uma dessas resinas.
  
  Rígidas Especificações do Material
 
  Os vários tipos de polímeros precisam ser identificados e separados para reciclagem. Algumas resinas são de fácil identificação visual, mas na maioria das vezes a seleção de plásticos é feita pela observação da cor da chama, da fumaça e do odor do material durante a queima. Símbolos padronizados, adotados pelos fabricantes, facilitam a identificação das embalagens. (ver folheto de codificação - Cempre).
  
  Contaminação
 
  Os principais contaminantes do plástico rígido são gordura, restos orgânicos, alças metálicas, grampos e etiquetas. Impurezas deste tipo reduzem o preço de venda e exigem maior cuidado na lavagem antes do processamento. A qualidade do material depende da fonte de separação: o plástico que provém da coleta seletiva é mais limpo do que o separado nas usinas ou em lixões. Devido a essas barreiras, o plástico reciclado normalmente não compõe embalagens que ficam em contato direto com alimentos ou remédios, nem brinquedos e peças de segurança que exigem determinadas especificações técnicas.
  
  É importante saber...
 
  Redução na Fonte Geradora
  Nos últimos 20 anos, o peso médio das embalagens plásticas em geral diminuiu cerca de 50%, reduzindo o impacto de seu descarte em aterros. Com a produção de plástico mais durável e de melhor qualidade, aumentou o índice de reutilização de embalagens usadas.
  
  Compostagem
 
  O material não pode ser transformado em composto orgânico.
  
  Incineração
 
  O plástico é altamente combustível, com valor de 18.700 BTUs por quilo, para o caso do polietileno - poder calorífico superior ao do carvão e próximo ao do óleo combustível.
  
  Aterro
 
  Sua degradação em aterros é difícil e lenta. Uma saída, que ainda não resolve totalmente o problema, tem sido investir na pesquisa de plásticos biodegradáveis, que por enquanto são muito mais caros que resinas petroquímicas.
  
  O ciclo da reciclagem
 
  Voltando às Origens
  Depois de separado, enfardado e estocado, o plástico é moído por um moinho de facas e lavado para voltar ao processamento industrial. Após secagem, o material é transferido para o aglutinador, que tem a forma de um cilindro, contendo hélices que giram em alta rotação e aquecem o material por fricção, transformando-o numa pasta plástica. Em seguida, é aplicada água em pequena quantidade para provocar resfriamento repentino, que faz as moléculas dos polímeros se contraírem, aumentando sua densidade. Assim, o plástico adquire a forma de grânulos e entra na estrutura, máquina que funde e dá aspecto homogêneo ao material, que é transformado em tiras (spaghetti). Na última etapa, as tiras de material derretido passam por um banho de resfriamento, que as solidificam. Depois são picotadas em grãos, chamados 'pellets', vendidos para fábricas de artefatos plásticos, que podem misturar o material reciclado com resina virgem para produzir novas embalagens, peças e utensílios. É possível usar 100% de material reciclado.

Fonte: CEMPRE
 

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