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Central da Reciclagem

Aço

O mercado para reciclagem do Aço

LATAS DE AÇO


O mercado para reciclagem 


  No Brasil, assim como no resto do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas precisam da sucata para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta de reciclagem.
O principal mercado associado à reciclagem de aço é formado pelas aciarias, que derretem a sucata nos altos fornos e transformam-na em novas chapas de aço. O interessante é que o aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que o próprio processo é capaz de eliminá-los.  
Em 2008, foram produzidos 33,8 milhões de toneladas de aço bruto no país, dentro deste montante, 575 mil toneladas foram de folhas de aço para embalagens. Cerca de 10,2 milhões de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produção de novo aço, valor correspondente a 30,1% do aço produzido no Brasil.
O aço é o material mais reciclado do mundo, sendo que em 2008 foram recicladas cerca de 385 milhões de toneladas no planeta.
O incremento da coleta seletiva desse material estimula o aumento da demanda de empregos e equipamentos de separação, como os eletroímãs.
 
  
  Quanto é reciclado?
 
  46,5% do total das latas de aço consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas, incluindo 82% reciclados de latas de aço para bebidas (latas de 2 peças). Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental. Hoje alguns programas estimulam a reciclagem do aço pós-consumo, dentre eles o RECICLAÇO, programa de reciclagem pós-consumo de latas de aço para bebidas, criado pela Cia Metalic Nordeste. No Brasil, 8% das latas para bebidas são de aço, sendo que a maior participação está no Nordeste, que detém 46% do mercado. Com a necessidade de incentivar a coleta seletiva criou-se a iniciativa em 2001 que permitiu à embalagem de aço para bebida atingir o índice de 88% de reciclagem contra os 27% iniciais. Esse índice é auditado anualmente por empresa independente.
 
  
  Conhecendo o material
 
  As latas de aço, produzidas com chapas metálicas conhecidas como folhas de flandres, tem como principais características a resistência, inviolabilidade e opacidade. São compostas por ferro e uma pequena parte de estanho (0,20%) ou cromo (0,007%) - materiais que protegem contra a oxidação e evitam por mais de dois anos a decomposição de alimentos. Quando reciclado, o aço volta ao mercado em forma de automóveis, ferramentas, vigas para construção civil, arames, vergalhões, utensílios domésticos e outros produtos, inclusive novas latas.

No Brasil, são consumidas cerca de 1 milhão de toneladas de latas de aço por ano, o equivalente a 4 quilos por habitante. Nos Estados Unidos, o consumo anual é de 10 quilos por habitante/ano.
  
  Qual o peso desses resíduos no lixo?
 
  A lata de aço corresponde a 2,5% em peso do lixo domiciliar das grandes cidades brasileiras. Nos EUA, o material constitui 1,3% dos resíduos urbanos.
  
  Sua história
 
  O aço é um dos mais antigos materiais recicláveis. Na antigüidade, os soldados romanos recolhiam as espadas, facas e escudos abandonados nas trincheiras e os encaminhavam para a fabricação de novas armas. Conta-se que a lata teria sido inventada a pedido de Napoleão Bonaparte, para que seus soldados pudessem levar alimentos para as guerras, sem problemas de conservação. Outros dizem que o alimento enlatado surgiu na Inglaterra, em 1800. Nos Estados Unidos, os esforços pela coleta seletiva das latinhas começaram na década de 70, com o advento dos programas de reciclagem. No Brasil, foi criado em 1992 o Programa de Valorização da Embalagem Metálica (Prolata), com o objetivo de estimular o consumo, coleta e reciclagem desse material. Em 2003, com a criação da ABEAÇO - Associação Brasileira das Embalagens de Aço, as atividades do Prolata foram incorporadas às ações do Comitê de Meio Ambiente da ABEAÇO. Em 2002, duas iniciativas vieram somar os trabalhos Prolata/ABEAÇO, a primeira delas, Reciclaço, programa do Grupo CSN criada com o objetivo de estimular a coleta e reciclagem das embalagens de bebida em aço, e a segunda, o Programa CSN Embalagem de Aço e Meio Ambiente, que visa potencializar o critério ambiental das embalagens de aço através do desenvolvimento de pesquisas e projetos voltados à comunidade.
  
  E as limitações ?
 
  Contaminação
  As latas devem estar livres de impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metálicos, como alumínio. A presença de matéria orgânica gera mais escória nos fornos de fundição.
  
  Rígidas Especificações de Matéria-prima
 
  A sucata de aço deve ser prensada em fardos para fornecimento, por sucateiros, antes de ser destinada às indústrias de fundição. Pode ser utilizada em qualquer processo de fabricação do aço (usina integrada ou não integrada) com a vantagem de que sua composição (incluindo a porcentagem de estanho) não interfere no processo de reciclagem.
  
  É importante saber...
 
  Redução na Fonte de Geração
  Nos Estados Unidos, a lata é hoje 40% mais leve que em 1970, graças a avanços tecnológicos de solda e dobra do metal. A quantidade de estanho caiu de 9,5g/m2 em 1975, para 5g/m2 em 1997, representando também uma redução de 40% na utilização deste material. No Brasil, são produzidas latas com espessuras que variam de 0,14 a 0,38 milímetros.
  
  Compostagem
 
  O material dificulta a compostagem do lixo para a produção de adubo orgânico. A lata é degradada por força das intempéries.
  
  Incineração
 
  Por serem magnéticas, podem ser separadas mecanicamente por meio de eletroímãs antes ou depois da incineração. Se incineradas em temperatura acima de 1500 graus centígrados, as latas sofrem intensa oxidação e voltam ao estágio natural de minério de ferro.
  
  Aterro
 
  As latas de aço que não são recicladas enferrujam. Elas se decompõem, voltando ao estado natural - óxido de ferro.
  
  O ciclo da reciclagem
 
  Voltando às Origens
  Depois de separadas do lixo, por processo manual, ou através de separadores eletromagnéticos, as latas de aço precisam passar por processo de limpeza em peneiras para a retirada de terra e de outros contaminantes. Em seguida, são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras. Ao chegar na usina de fundição a sucata vai para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos a 1550 graus centígrados. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado de líquido fumegante, o material é moldado em tarugos e placas metálicas, que serão cortados na forma de chapas de aço. A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais - das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas em conserva. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade. Aciarias de porte médio equipadas com fornos elétricos processam a sucata por custo inferior ao das siderúrgicas convencionais.

Fonte: CEMPRE

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